Depoimento: Ensino a Distância e Elearning. Teóricos e Investigadores.



Ponto 1 - Post1

a) "O que é para mim a Educação a Distância? E o Elearning?"

b) "Desde que iniciei este curso (no Módulo de Ambientação) como estudante, o que já alterei na minha visão sobre EaD/elearning?"


Apontamento introdutório

Em Modelos e Educação a Distância foi solicitado um depoimento assente nas ideias pessoais sobre Ensino a Distância e Elearning, tendo sido colocadas duas questões orientadoras: (i) O que é para mim a Educação a Distância? E o Elearming? e (ii) Desde que iniciei este curso (no Módulo de Ambientação) como estudante, o que já alterei na minha visão sobre EaD/elearning?

Tratando-se de um Depoimento, é assim uma narração pessoal cunhada pela minha experiência que irei apresentar.

Sou professora há 32 anos. Sou um produto e agente de um processo de ensino-aprendizagem desenvolvido na sala de aula, com momentos ocasionais de saídas para o exterior através de visitas de estudo. O espaço virtual surgiu naturalmente no meu contexto educativo. Primeiro com a utilização do correio eletrónico para o envio de materiais, depois com a criação de algumas ferramentas, os saudosos hot potatoes e as experiências com as webquests. Paulatinamente fui desenvolvendo e enriquecendo a minha atividade docente com a incorporação de variadas ferramentas digitais. A plataforma moodle que tentei (sem grande recetividade por parte dos alunos) trouxe a possibilidade de promover interações diferenciadas.

Março de 2020. O tempo em que as escolas encerraram

O confinamento trouxe o encerramento das escolas e com ele um novo (para mim) léxico apropriado de diferentes modos pelas diversas escolas. Nessa altura, o termo Ensino à Distância - EAD - inundou o meu mail institucional e pessoal e o meu espaço nas redes sociais. Este à distância era para mim o indicador da separação física (no tempo e no espaço) face aos meus alunos. Continuava a ensinar mas à distância. Houve colegas que mantiveram a ligação com os alunos através do envio de fichas pelos CTT ou através de outros canais que a criatividade e as Juntas de Freguesia desenvolveram. 
Senti a estagnação ou retrocesso da prática pedagógica através dos depoimentos de alunos que referiam a enorme quantidade de fichas formativas que tinham de resolver, limitando-se o  papel do professor ao envio das propostas de correção. 
Senti que  estávamos a promover lições (enlatadas) por correspondência. Como noutros tempos, onde proliferaram cursos de línguas que eram enviados por correspondência. Primeiro em papel, depois com cassetes audio e depois vídeo, ao sabor da evolução da tecnologia, do admirável mundo que rapidamente evolui.  A certificação vinha depois, de acordo com o resultado num qualquer teste escrito.
Tentei fazer diferente. Fazendo-me valer de algumas competências digitais, criei recursos para cada aluno resolver quando quisesse, num prazo determinado, após a obrigatória sessão síncrona. O formulário google e o kahoot foram os meus parceiros. Achei que estava a fazer diferente. Achei que estava a caminhar para o ensino elearning pois cada um podia fazer as atividades quando queria e recebia o feeback instantaneamente. Será que estava?
Para mim os conceitos ensino à distância e elearning eram diferentes de acordo com o uso ou não de ferramentas da web e da rapidez do feedback. Era esta a separação que fazia, era esta a noção que tinha. Ensino à distância podia usar qualquer suporte e elearning pressupunha o uso exclusivo da internet.

Do MAMBO à experiência atual. 

Estou na fase do crescimento das interrogações. 
A primeira atividade do MAMBO abriu-me para um conjunto de novos saberes e tomei consciência da minha enorme ignorância. A começar pela correção da designação: Ensino à Distância? Ensino a Distância? Este último soa-me mal mas é assim que a professora está a referir. Pesquiso e mantenho as dúvidas, colegas vão apresentando explicações... (isto ainda não alterei!)

 

O MAMBO, a leitura dos Contratos de Aprendizagem e as atividades desenvolvidas na plataforma, estão a proporcionar-me a experiência sobre a diferença entre os dois modelos e um maior conhecimento sobre o que é o elearning e as suas potencialidades. 
Ficou mais claro para mim que a internet é um dos elementos distintivos entre EAD e elearning, mas não só. Deixo de perspetivar o elearning unicamente como o conjunto de ferramentas digitais que crio para o aluno fazer no seu tempo próprio (educação online) para o equacionar como um modelo pedagógico propiciador do caminho que coloca o aluno no centro da sua aprendizagem .  Pelas tarefas que nos estão a ser solicitadas nas diferentes UC, percebo que o trabalho colaborativo (fóruns que participamos, wiki que estamos a construir) é fulcral no elearning, que anteriormente vislumbrava como um processo meramente individual. A aprendizagem é interativa e colaborativa. Não é solitária como perspetivava.

Em suma, deixo ficar este quadro que, nesta fase, sintetiza plenamente as pesquisas que tenho feito:
 
 


Ponto 2 - Post 2

a) Indique o nome de 2 nomes de autores que para si estão ligadas à área (teóricos/investigadores -1 internacional e um nacional) de EaD ou de elearning. 

b) Elabore uma pequena sinopse sobre essas pessoas (10 linhas).


Esta não foi uma atividade fácil de desenvolver pois tive dificuldade em selecionar autores. Considerei então não me referir a nenhum professor deste semestre e percecionar no seu currículo um ponto de encontro com as minhas áreas de interesse ou de admiração. No caso do 1.º autor, foi a sua ligação à avaliação digital, no 2.º o seu espírito visionário. 

Lúcia Amante, Portugal 

Licenciada em Psicologia Educacional, ISPA, mestre em Comunicação Educacional Multimédia e doutorada em Ciências da Educação pela Universidade Aberta (UAb). Foi diretora do Departamento de Educação e Ensino a Distância (DEED) da UAb (2009 a 2011) e coordenadora da Licenciatura em Educação (2008 a 2011). Integra o Laboratório de Educação a Distância e Elearning da UAb e desenvolve a sua investigação na área da Educação a Distância, com relevo para a área da avaliação digital e utilização das tecnologias digitais. Integrou a equipa que delineou o modelo pedagógico virtual da UAb. 
A sua atividade docente está ligada à formação de professores, formação no âmbito da Licenciatura em Educação e formação pós-graduada onde é responsável por UC em diferentes cursos de mestrado e no doutoramento em Educação, especialidade Educação a Distância e Elearning.
Fontes: https://bit.ly/3kLwJaBhttps://bit.ly/3oG5CQy https://bit.ly/3oFo101https://bit.ly/3ep8I6B, consultado a 31.10.2020

Morten Flate Paulsen, Noruega

Doutor em Educação pela Universidade Estatal da Pensilvânia. Professor de Educação Online. Vice-presidente, Conselho de Curadores, ICDE. Fundador da NooA - a Academia Nórdica aberta online. Ex-Presidente da EDEN. Foi professor e investigador em várias Universidades: Universidade Aberta,  Universidade de Athabasca, Centro para o Ensino à Distância no Canadá, The Norwegian University of Science and Technology (NTNU). Foi um dos pioneiros em educação online internacional, nos anos 80, na Noruega. Participou em vários projetos da UE, realizou  conferências e palestras pelo mundo. Possui uma vasta obra com dezenas de livros e publicações sobre elearning e liberdade cooperativa.




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